{"id":1894,"date":"2021-07-02T12:25:00","date_gmt":"2021-07-02T12:25:00","guid":{"rendered":"https:\/\/2021.zagaia.org\/?p=1894"},"modified":"2021-08-16T23:16:17","modified_gmt":"2021-08-16T23:16:17","slug":"o-protagonismo-da-juventude-indigena-guajajara-no-maranhao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/2021.zagaia.org\/inicio\/o-protagonismo-da-juventude-indigena-guajajara-no-maranhao\/","title":{"rendered":"O protagonismo da juventude ind\u00edgena Guajajara no Maranh\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"has-text-align-center wp-block-heading\">N\u00f3s, enquanto jovens origin\u00e1rios e verdadeiros protagonistas de nossa Hist\u00f3ria, continuamos a luta para que nossa realidade seja vista, ouvida e respeitada pela sociedade.<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">TEXTO:&nbsp;<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UCZCgpT1u15QzjGWwR8ibEXQ\" target=\"_blank\">DJELMA GUAJAJARA<\/a><br>FOTOS:&nbsp;<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.instagram.com\/genilsonguajajara\/\" target=\"_blank\">GENILSON GUAJAJARA<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando crian\u00e7a n\u00e3o sabia o porqu\u00ea de tantas reuni\u00f5es na minha comunidade. \u00c0s vezes participava apenas por curiosidade de saber o que estava acontecendo ali. Fui crescendo e tendo no\u00e7\u00e3o das coisas e entendendo que n\u00f3s n\u00e3o t\u00ednhamos uma sa\u00fade de boa qualidade e uma educa\u00e7\u00e3o diferenciada. Por conta disso vi a necessidade de estar juntamente com minha comunidade me posicionando em busca de algo que pudesse melhorar nossa realidade.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery aligncenter columns-1 is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><ul class=\"blocks-gallery-grid\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/2021.zagaia.org\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/foto-djelma-1-scaled-1-1024x683.jpeg\" alt=\"\" data-id=\"1872\" class=\"wp-image-1872\" srcset=\"https:\/\/2021.zagaia.org\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/foto-djelma-1-scaled-1-980x653.jpeg 980w, https:\/\/2021.zagaia.org\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/foto-djelma-1-scaled-1-480x320.jpeg 480w\" sizes=\"auto, (min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) 1024px, 100vw\" \/><figcaption class=\"blocks-gallery-item__caption\">Brenda e Djelma Guajajara: protagonistas das suas hist\u00f3rias e criadoras de horizontes contra-coloniais<\/figcaption><\/figure><\/li><\/ul><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Atualmente na T.I Rio Pindar\u00e9, estima-se que mais de 40 jovens est\u00e3o na universidade em cursos superiores. Incluindo eu, que fa\u00e7o Administra\u00e7\u00e3o, e Brenda Guajajara, que cursa Pedagogia, ambas na Universidade Estadual do Maranh\u00e3o (UEMA). Em uma conversa entre os universit\u00e1rios ind\u00edgenas, notei os relatos de Brenda Guajajara em que fala de seu protagonismo e suas dificuldades.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00f3s, enquanto jovens e verdadeiros protagonistas de nossa Hist\u00f3ria, continuamos a luta para que nossa realidade seja vista, ouvida e respeitada pela sociedade. Sociedade essa que insiste em propagar a ideia de que os povos ind\u00edgenas s\u00e3o seres&nbsp; incapazes. Que n\u00e3o podem sair da aldeia ou do territ\u00f3rio que deixam de ser Origin\u00e1rios. O Ser Ind\u00edgena \u00e9 algo que vai muito al\u00e9m de s\u00f3 estar dentro de uma terra Ind\u00edgena, o Ser ind\u00edgena \u00e9 a luta, \u00e9 resist\u00eancia, \u00e9 o sangue, sangue que foi derramado de nossos ancestrais, o sangue que corre em nossas veias.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-style-default is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p><span class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\"><strong>\u201cEu sou universit\u00e1ria, estou cursando Pedagogia pela Universidade Estadual do Maranh\u00e3o, e dentro da universidade eu sempre procuro estar representando o meu povo, levando a minha voz, porque antes esses espa\u00e7os, como universidades e v\u00e1rios outros \u00e2mbitos, havia poucas representatividades ind\u00edgenas, e por mais que enfrentamos preconceito e descrimina\u00e7\u00e3o, eu enquanto jovem, mulher e ind\u00edgena sigo lutando e fazendo com que minha voz seja ouvida e respeitada. Pois foi atrav\u00e9s de muita luta e resist\u00eancia de nossos ancestrais que estamos aqui hoje, resistindo. Atualmente, uma das principais ferramentas utilizada por n\u00f3s \u00e9 as redes sociais e a internet, utilizada principalmente para a comunica\u00e7\u00e3o. Ela d\u00e1 mais visibilidade \u00e0 nossa luta, \u00e0 nossa voz. E atrav\u00e9s dela estamos quebrando alguns estere\u00f3tipos, quebrando essas ideologias colonialistas que se baseiam na ideia de que n\u00f3s, ao adentrar em espa\u00e7os que n\u00e3o seja uma aldeia, vamos perder a nossa identidade. Mas a verdade n\u00e3o \u00e9 essa, pois todas essas experi\u00eancias e conhecimentos s\u00f3 nos d\u00e3o uma vis\u00e3o ampla e nos fortalecem mais ainda na busca dos nossos Direitos\u201d.<br>Brenda Guajajara<br>Universit\u00e1ria<\/strong><\/span><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Somos protagonistas de nossa pr\u00f3pria Hist\u00f3ria, Hist\u00f3ria essa que durante muito tempo foi contada e representada por outras pessoas que distorceram e mentiram tentando apagar e destruir nossa identidade. Mas resistimos, e hoje estamos aqui, falando e, se for o caso, gritando pra sermos ouvidos, e dizer que temos nossos Direitos e que precisam e devem ser visto e respeitados.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"O protagonismo da juventude ind\u00edgena - Terra Ind\u00edgena Rio Pindar\u00e9 (MA)\" width=\"1080\" height=\"608\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/vgO0QW_nX2k?feature=oembed\"  allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Jovens guardi\u00f5es<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Temos na T.I. Rio Pindar\u00e9 o grupo de guardi\u00f5es que foi oficialmente formado em 2015 por jovens que viram a necessidade de ter pessoalmente o contato com o seu territ\u00f3rio para proteg\u00ea-lo. Desde ent\u00e3o seguem na luta da prote\u00e7\u00e3o territorial, reflorestando, protegendo e cuidado do pouco que temos. O coordenador do grupo diz que os guardi\u00f5es fazem isso por amor e por respeito aos nosso ancestrais, outros guardi\u00f5es que vieram muito antes deles, que lutaram muito pra deixar isso que temos hoje.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Umas das maiores conquistas obtidas at\u00e9 hoje \u00e9 o reconhecimento do lago chamado Bol\u00edvia estar dentro do nosso territ\u00f3rio judicialmente. Pois esse conflito se estendia h\u00e1 mais de 20 anos. Meu pai conta que meu av\u00f4 e ele lutaram, mas nunca conseguiram resolver nada, porque os \u00f3rg\u00e3os que eram competentes pra resolver nunca se importaram tanto. Por\u00e9m hoje juntamos nossos conhecimentos, os anci\u00e3os com a sua grande sabedoria e n\u00f3s, que estamos aprendendo todos os dias com eles e usando o conhecimento do n\u00e3o ind\u00edgena para beneficiar e trazer melhorias para nossa comunidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Mulheres e juventude<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As mulheres seguem na luta juntamente com os guardi\u00f5es, ajudando e obtendo voz n\u00e3o s\u00f3 dentro do territ\u00f3rio, mas fora tamb\u00e9m, e sendo reconhecidas e respeitadas. As mulheres fazem um trabalho de sensibiliza\u00e7\u00e3o em torno do territ\u00f3rio, fazem palestras sensibilizando os povoados pr\u00f3ximo ao territ\u00f3rio para que respeitem nossas terras para que tenhamos uma boa comunica\u00e7\u00e3o. Porque hoje n\u00e3o queremos mais ir pra guerra, queremos conversar e queremos resolver da melhor forma poss\u00edvel. \u201cMas se for caso de ir, iremos\u201d, disse uma das mulheres em uma reuni\u00e3o com os caciques.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery aligncenter columns-1 is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><ul class=\"blocks-gallery-grid\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"689\" height=\"387\" src=\"https:\/\/2021.zagaia.org\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/jovens-guardio\u0303es.png\" alt=\"\" data-id=\"1873\" class=\"wp-image-1873\" srcset=\"https:\/\/2021.zagaia.org\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/jovens-guardio\u0303es.png 689w, https:\/\/2021.zagaia.org\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/jovens-guardio\u0303es-300x169.png 300w, https:\/\/2021.zagaia.org\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/jovens-guardio\u0303es-610x343.png 610w, https:\/\/2021.zagaia.org\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/jovens-guardio\u0303es-480x270.png 480w\" sizes=\"auto, (max-width: 689px) 100vw, 689px\" \/><figcaption class=\"blocks-gallery-item__caption\">Jovens guardi\u00f5es Guajajara protegem as matas, as \u00e1guas e o territ\u00f3rio seguindo os passos dos mais velhos<\/figcaption><\/figure><\/li><\/ul><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outro grupo que representa muito o protagonismo jovem ind\u00edgena \u00e9 o grupo de jovens Zawato, da T.I. Caru. S\u00e3o os jovens do grupo que fazem um trabalho muito importante n\u00e3o s\u00f3 dentro do seu territ\u00f3rio, mas em toda a regi\u00e3o norte do Maranh\u00e3o. Ele cantam e produzem artesanato, e s\u00e3o conhecidos por suas participa\u00e7\u00f5es em festas culturais, pois eles encantam com as cantorias feitas. S\u00e3o uma organiza\u00e7\u00e3o que faz de tudo dentro de sua comunidade. As meninas produzem seus pr\u00f3prios adere\u00e7os das festas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00f3s, enquanto jovens origin\u00e1rios e verdadeiros protagonistas de nossa Hist\u00f3ria, continuamos a luta para que nossa realidade seja vista, ouvida e respeitada pela sociedade. 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Fui crescendo e tendo no\u00e7\u00e3o das coisas e entendendo que n\u00f3s n\u00e3o t\u00ednhamos uma sa\u00fade de boa qualidade e uma educa\u00e7\u00e3o diferenciada. Por conta disso vi a necessidade de estar juntamente com minha comunidade me posicionando em busca de algo que pudesse melhorar nossa realidade.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:image {\"align\":\"center\",\"id\":1872,\"width\":986,\"height\":657,\"sizeSlug\":\"large\",\"linkDestination\":\"none\",\"className\":\"is-style-default\"} -->\n<div class=\"wp-block-image is-style-default\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img src=\"https:\/\/2021.zagaia.org\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/foto-djelma-1-scaled-1-1024x683.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1872\" width=\"986\" height=\"657\"\/><figcaption>Brenda e Djelma Guajajara: protagonistas das suas hist\u00f3rias e criadoras de horizontes contra-coloniais<\/figcaption><\/figure><\/div>\n<!-- \/wp:image -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Atualmente na T.I Rio Pindar\u00e9, estima-se que mais de 40 jovens est\u00e3o na universidade em cursos superiores. Incluindo eu, que fa\u00e7o Administra\u00e7\u00e3o, e Brenda Guajajara, que cursa Pedagogia, ambas na Universidade Estadual do Maranh\u00e3o (UEMA). Em uma conversa entre os universit\u00e1rios ind\u00edgenas, notei os relatos de Brenda Guajajara em que fala de seu protagonismo e suas dificuldades.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>N\u00f3s, enquanto jovens e verdadeiros protagonistas de nossa Hist\u00f3ria, continuamos a luta para que nossa realidade seja vista, ouvida e respeitada pela sociedade. Sociedade essa que insiste em propagar a ideia de que os povos ind\u00edgenas s\u00e3o seres&nbsp; incapazes. Que n\u00e3o podem sair da aldeia ou do territ\u00f3rio que deixam de ser Origin\u00e1rios. O Ser Ind\u00edgena \u00e9 algo que vai muito al\u00e9m de s\u00f3 estar dentro de uma terra Ind\u00edgena, o Ser ind\u00edgena \u00e9 a luta, \u00e9 resist\u00eancia, \u00e9 o sangue, sangue que foi derramado de nossos ancestrais, o sangue que corre em nossas veias.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:quote -->\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><p><span class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\"><strong>\u201cEu sou universit\u00e1ria, estou cursando Pedagogia pela Universidade Estadual do Maranh\u00e3o, e dentro da universidade eu sempre procuro estar representando o meu povo, levando a minha voz, porque antes esses espa\u00e7os, como universidades e v\u00e1rios outros \u00e2mbitos, havia poucas representatividades ind\u00edgenas, e por mais que enfrentamos preconceito e descrimina\u00e7\u00e3o, eu enquanto jovem, mulher e ind\u00edgena sigo lutando e fazendo com que minha voz seja ouvida e respeitada. Pois foi atrav\u00e9s de muita luta e resist\u00eancia de nossos ancestrais que estamos aqui hoje, resistindo. Atualmente, uma das principais ferramentas utilizada por n\u00f3s \u00e9 as redes sociais e a internet, utilizada principalmente para a comunica\u00e7\u00e3o. Ela d\u00e1 mais visibilidade \u00e0 nossa luta, \u00e0 nossa voz. E atrav\u00e9s dela estamos quebrando alguns estere\u00f3tipos, quebrando essas ideologias colonialistas que se baseiam na ideia de que n\u00f3s, ao adentrar em espa\u00e7os que n\u00e3o seja uma aldeia, vamos perder a nossa identidade. Mas a verdade n\u00e3o \u00e9 essa, pois todas essas experi\u00eancias e conhecimentos s\u00f3 nos d\u00e3o uma vis\u00e3o ampla e nos fortalecem mais ainda na busca dos nossos Direitos\u201d.<br>Brenda Guajajara<br>Universit\u00e1ria<\/strong><\/span><\/p><\/blockquote>\n<!-- \/wp:quote -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Somos protagonistas de nossa pr\u00f3pria Hist\u00f3ria, Hist\u00f3ria essa que durante muito tempo foi contada e representada por outras pessoas que distorceram e mentiram tentando apagar e destruir nossa identidade. Mas resistimos, e hoje estamos aqui, falando e, se for o caso, gritando pra sermos ouvidos, e dizer que temos nossos Direitos e que precisam e devem ser visto e respeitados.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:embed {\"url\":\"https:\/\/youtu.be\/vgO0QW_nX2k\",\"type\":\"video\",\"providerNameSlug\":\"youtube\",\"responsive\":true,\"className\":\"wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"} -->\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/youtu.be\/vgO0QW_nX2k\n<\/div><\/figure>\n<!-- \/wp:embed -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":3} -->\n<h3>Jovens guardi\u00f5es<\/h3>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Temos na T.I. Rio Pindar\u00e9 o grupo de guardi\u00f5es que foi oficialmente formado em 2015 por jovens que viram a necessidade de ter pessoalmente o contato com o seu territ\u00f3rio para proteg\u00ea-lo. Desde ent\u00e3o seguem na luta da prote\u00e7\u00e3o territorial, reflorestando, protegendo e cuidado do pouco que temos. O coordenador do grupo diz que os guardi\u00f5es fazem isso por amor e por respeito aos nosso ancestrais, outros guardi\u00f5es que vieram muito antes deles, que lutaram muito pra deixar isso que temos hoje.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Umas das maiores conquistas obtidas at\u00e9 hoje \u00e9 o reconhecimento do lago chamado Bol\u00edvia estar dentro do nosso territ\u00f3rio judicialmente. Pois esse conflito se estendia h\u00e1 mais de 20 anos. Meu pai conta que meu av\u00f4 e ele lutaram, mas nunca conseguiram resolver nada, porque os \u00f3rg\u00e3os que eram competentes pra resolver nunca se importaram tanto. Por\u00e9m hoje juntamos nossos conhecimentos, os anci\u00e3os com a sua grande sabedoria e n\u00f3s, que estamos aprendendo todos os dias com eles e usando o conhecimento do n\u00e3o ind\u00edgena para beneficiar e trazer melhorias para nossa comunidade.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":3} -->\n<h3>Mulheres e juventude<\/h3>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>As mulheres seguem na luta juntamente com os guardi\u00f5es, ajudando e obtendo voz n\u00e3o s\u00f3 dentro do territ\u00f3rio, mas fora tamb\u00e9m, e sendo reconhecidas e respeitadas. As mulheres fazem um trabalho de sensibiliza\u00e7\u00e3o em torno do territ\u00f3rio, fazem palestras sensibilizando os povoados pr\u00f3ximo ao territ\u00f3rio para que respeitem nossas terras para que tenhamos uma boa comunica\u00e7\u00e3o. Porque hoje n\u00e3o queremos mais ir pra guerra, queremos conversar e queremos resolver da melhor forma poss\u00edvel. \u201cMas se for caso de ir, iremos\u201d, disse uma das mulheres em uma reuni\u00e3o com os caciques.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:image {\"id\":1873,\"width\":1123,\"height\":631,\"sizeSlug\":\"large\",\"linkDestination\":\"none\",\"className\":\"is-style-default\"} -->\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized is-style-default\"><img src=\"https:\/\/2021.zagaia.org\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/jovens-guardio\u0303es.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1873\" width=\"1123\" height=\"631\"\/><figcaption>Jovens guardi\u00f5es Guajajara protegem as matas, as \u00e1guas e o territ\u00f3rio seguindo os passos dos mais velhos<\/figcaption><\/figure>\n<!-- \/wp:image -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":4} -->\n<h4>Outro grupo que representa muito o protagonismo jovem ind\u00edgena \u00e9 o grupo de jovens Zawato, da T.I. Caru. S\u00e3o os jovens do grupo que fazem um trabalho muito importante n\u00e3o s\u00f3 dentro do seu territ\u00f3rio, mas em toda a regi\u00e3o norte do Maranh\u00e3o. Ele cantam e produzem artesanato, e s\u00e3o conhecidos por suas participa\u00e7\u00f5es em festas culturais, pois eles encantam com as cantorias feitas. S\u00e3o uma organiza\u00e7\u00e3o que faz de tudo dentro de sua comunidade. As meninas produzem seus pr\u00f3prios adere\u00e7os das festas.<\/h4>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->","_et_gb_content_width":"2880","footnotes":""},"categories":[31],"tags":[],"class_list":["post-1894","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaque"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/2021.zagaia.org\/inicio\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1894","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/2021.zagaia.org\/inicio\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/2021.zagaia.org\/inicio\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/2021.zagaia.org\/inicio\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/2021.zagaia.org\/inicio\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1894"}],"version-history":[{"count":19,"href":"https:\/\/2021.zagaia.org\/inicio\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1894\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2901,"href":"https:\/\/2021.zagaia.org\/inicio\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1894\/revisions\/2901"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/2021.zagaia.org\/inicio\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1896"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/2021.zagaia.org\/inicio\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1894"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/2021.zagaia.org\/inicio\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1894"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/2021.zagaia.org\/inicio\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1894"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}